domingo

As pessoas são solidárias
Os copos são todos pequenos
A música tá sempre baixa
O cara tá sempre lá: filho da puta
Colocaram aquela só pra fazer você gritar
Porra, me vê mais um?
Descer a rua com força e entrar no bar sem ver ninguém
Colar adesivos no peito
Escrever poemas
Enxergar poetas em todas as esquinas, garrafas de cerveja e olhos caídos
Aconselhar e querer mudar vidas com duas palavras
Contar pra Rua teus segredos
Amar a Rua
Querer a Rua
Lembrar a voz de todos os caras
Bons e velhos desconhecidos
"Cada um tem um tempo, sabe?"
Deitar na grama sobre os túneis de ferro e ver o mundo em torno de você
Teu umbigo mirando o céu
Asas nos pés
Não é o melhor




É só você, boy.